sábado, 26 de enero de 2008


Num berço de granito,
Com a manta do céu
A cobrir-lhe a nudez,
A minha infância dorme.
Nem bruxas, nem fadas
A velar-lhe o sono.
No mais puro abandono
Do passado,
Respira docemente,
Enquanto eu, inútil enviado
Do presente,
Sobre ela me debruço,
E soluço.
Posted by Picasa

4 comentarios:

umademim dijo...

bem vindo...:)

rui meneses dijo...

Na poesia as imagens são diretas, definitivas quanto aos sonhos e significados. Quer dizer: O poeta, de posse de suas emoções, busca as imagens onde elas estiverem, no sono que relaxa o corpo para se converter em sonhos leves, reconfortantes, ou naqueles sofridos, tensos, em forma de pesadelo.
Caro amigo,
Fico surprendido com esta tua capacidade de sonhar?!?
desconhecia!!
E o que são sonhos senão os desejos recalcados da vigília, às vezes carregados de desconforto porque perpetuado na loucura de quem sonha?
Eles não vêm dos tempos dos deuses
não emanam dos poderes do ar
cada um cria os seus próprios sonhos...
Petronius Arbius, poeta romano

abraço
Rui Meneses

Anónimo dijo...

Fointes... Voltaste a beber oh urubu?? Sabes que não podes voltar ao alcool!! Em Matosinhos paravas sempre na esquadra da polícia, agora dá-te para ires para a Net escreveres estas coisas...!!??
Está espectacular miúdo!! Tens veia!!!
Abraço,
Carlos

Anónimo dijo...

Viva David,tudo bem?

Lembraste do " ya! na boa!"

Pois é , sou eu o André!

Estimo que esteja tudo bem contigo e com os teus!

Abraço