sábado, 8 de mayo de 2010

RECORTES


De uma penada, o Governo travou dois projectos de grandes obras públicas - o TGV no troço Lisboa/Poceirão e o novo aeroporto - cujo custo total ultrapassa os cinco mil milhões de euros. Mas a decisão, anunciada primeiro por José Sócrates e ontem confirmada por António Mendonça, terá um impacto reduzido no défice, que o primeiro-ministro quer agora baixar não para os 8,3% previstos mas para 7,3% do PIB. Na prática, a redução de um ponto percentual equivale a 1,7 mil milhões de euros que terão de ser "encaixados" com cortes de despesa ou com mais receitas. (jn)

Como se vai parar umas obras que sao uma mais valia para o pais e fonte futura de ingresos? Quantos postos de trabalho dao actualmente estes dois projectos? Estou completamente seguro que se pode fazer outro tipo de recortes começando por eliminar a tolerância de ponto aos funcionários na visita do Papa . Tendo em atenção que, na totalidade de feriados e pontes em Portugal custa, nos anos normais, entre 0,5 e 1 por cento do PIB, é razoável admitir que os dias em que há tolerância de ponto e ponte, estes possam ter um impacto económico directo e indirecto bastante significativo.

1 comentario:

madrid dijo...

A crise fói provaocada pelas teorias económicas liberáis (livre mercado sem regular), a solução agora planejada por todos os paises e organismos internacionáis (BCE, FMI, etc) é mais receitas neoliberáis... Não seria mais lógico políticas neokeynesianas como as que indicas? Pelos vistos são alérgicos a qualquer política com conteúdo social, até o própio PSOE na Espanha fez vários recortes e adióu o aumento aos rendimentos mais elevados no imposto mais progressista que é o IRPF (IRS)... E por não falar que o alto déficit é devido à ajuda aos bancos que por certo voltam a dar benefícios chorudos mas ninguém lhes reclama o reembolso das quantias... Por isso é que hão-de fazer sempre o que querem sem se importar das crises pois quem paga as consequências somos sempre os mesmos, eles sempre ganham.